28 Abril 2026

Museu da Cortiça de Silves vai reabrir a 4 de Julho depois de 16 anos fechado

Source: https://www.sulinformacao.pt/2026/04/museu-da-cortica-de-silves-vai-reabrir-a-4-de-julho-depois-de-16-anos-fechado/

O Museu da Cortiça, em Silves, vai reabrir a 4 de Julho próximo, depois de ter estado fechado e a degradar-se durante 16 longos anos. A garantia foi dada ao Sul Informação por Erik de Vlieger, empresário holandês radicado no Algarve há vários anos, que, em Abril de 2025, comprou o complexo da antiga Fábrica do Inglês e o espólio móvel do museu.

Em entrevista que decorreu no Museu da Cortiça, entre as máquinas antigas que constituem um dos seus atrativos, o empresário admitiu que, quando reabrir, dentro de pouco mais de dois meses, a estrutura museológica «não vai estar perfeita. Mas, se estamos à espera de ter tudo perfeito, passa-se outro ano. E isso não pode ser».

Erik de Vlieger explicou ao nosso jornal porque é que se interessou pelo destino da Fábrica do Inglês e do Museu da Cortiça, ambos fechados desde que, em 2009, o Grupo Alicoop/Alisuper, que era seu proprietário, entrou em insolvência.

«Eu sou um homem de negócios. Mas, às vezes, na nossa vida, encontramos algo que faz o negócio ficar de lado. Conheço Silves muito bem, porque venho aqui desde há 15, 20 anos. E todas as vezes que eu passava na Fábrica do inglês, o meu coração sangrava. Não conseguia aceitar que tudo aquilo estivesse fechado e a degradar-se».

Por isso, recordou, «tentei saber o que se passava e descobri que havia uns proprietários fora do Algarve que não se importavam com nada, nem com o museu, nem com os edifícios lindos, deixaram que tudo isto se deteriorasse. Eles tinham financiamento de um grande banco em Lisboa. Mas o banco também não fez nada. Do Governo, também ninguém fez nada para salvar a Fábrica do Inglês. Porque, em Lisboa e em Porto, eles acham: isto é só o Algarve, lá não há cultura, não interessa. Então, enquanto os anos passavam, eu ia ficando mais zangado, com mais raiva. E quando a emoção entra, o negócio vai embora. Então eu decidi entrar nisto. E a primeira coisa que quis fazer foi abrir o museu e devolvê-lo à comunidade».

O promotor neerlandês acrescenta que também quer instalar, num dos edifícios da Fábrica do Inglês «a sede das minhas empresas». Mas quer também «fazer aqui um hotel lindo» e «alguns apartamentos». Mas já lá vamos.

Apesar de ter arriscado a compra do complexo da Fábrica do Inglês por causa da «raiva» que sentia por ver tudo aquilo fechado e a degradar-se, Erik salienta que não quer «perder dinheiro. Não acho que vou fazer muito dinheiro aqui, mas também não quero perder dinheiro. Acho é que alguém tinha de fazer isto. Esta compra nasceu de emoção, não da razão».

A primeira visita de Erik de Vlieger ao complexo em Silves mostrou que «a maioria dos edifícios estava em estado deplorável. Os telhados metiam água, as velhas portas e janelas estavam a apodrecer. Estava tudo em muito más condições. Mas depois entrámos no museu. E o museu, estranhamente, no interior, está muito bem conservado. Fiquei muito surpreendido com isso».

«Então, no Carvoeiro Branco e Antrix, nós decidimos, que, como o Museu não estava tão mal como temíamos, vamos encontrar os especialistas, para, em conjunto com a nossa equipa, podermos reabrir o Museu da Cortiça». …

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