{"id":11562,"date":"2026-10-29T15:35:19","date_gmt":"2026-10-29T15:35:19","guid":{"rendered":"https:\/\/antrix.pt\/?p=11562"},"modified":"2026-10-29T15:35:24","modified_gmt":"2026-10-29T15:35:24","slug":"arquitetura-algarvia-as-casas-tradicionais-explicadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antrix.pt\/pt-pt\/arquitetura-algarvia-as-casas-tradicionais-explicadas\/","title":{"rendered":"Arquitetura algarvia: as casas tradicionais explicadas"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"11562\" class=\"elementor elementor-11562 elementor-11561 elementor-bc-flex-widget\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-41bad8e animated-fast e-flex e-con-boxed elementor-invisible e-con e-parent\" data-id=\"41bad8e\" data-element_type=\"container\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;,&quot;animation&quot;:&quot;h-neuron-animation--slideUp&quot;}\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-cb7e030 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"cb7e030\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b6f7899 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"b6f7899\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">29 Outubro 2026<\/span>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a00b193 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"a00b193\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Arquitetura algarvia: as casas tradicionais explicadas<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-89143be animated-fast e-flex e-con-boxed elementor-invisible e-con e-parent\" data-id=\"89143be\" data-element_type=\"container\" data-settings=\"{&quot;animation&quot;:&quot;h-neuron-animation--slideUp&quot;}\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-53fd9f0 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"53fd9f0\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A arquitetura algarvia \u00e9 muitas vezes reduzida a uma imagem: paredes brancas, barras azuis, uma chamin\u00e9 bonita. A verdadeira tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 mais precisa do que isso. \u00c9 um conjunto de elementos com nome pr\u00f3prio, cada um com uma fun\u00e7\u00e3o e um lugar a que pertence.<\/p><p>Este guia explica cada um deles: o que \u00e9, porque existe e o que observar hoje. No final, uma breve lista de verifica\u00e7\u00e3o ajuda a avaliar se um novo empreendimento d\u00e1 continuidade a essa l\u00f3gica ou se apenas toma emprestada a imagem das casas t\u00edpicas do Algarve.<\/p><p>Escrevemos este guia como quem constr\u00f3i aqui.<\/p><p>Para n\u00f3s, os edif\u00edcios da regi\u00e3o s\u00e3o um dos cap\u00edtulos mais claros da arquitetura portuguesa, e um dos mais f\u00e1ceis de interpretar mal. Arquitetura que pertence ao lugar onde est\u00e1, explicada.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-bcaed7b elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"bcaed7b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Arquitetura algarvia: uma regi\u00e3o, v\u00e1rias tradi\u00e7\u00f5es<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5b766be elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5b766be\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>N\u00e3o existe um \u00fanico \u201cestilo algarvio\u201d. A regi\u00e3o constr\u00f3i de forma diferente do litoral \u00e0 serra.<\/p><p>A refer\u00eancia principal \u00e9 o <em><a href=\"https:\/\/journals.openedition.org\/etnografica\/10073\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Inqu\u00e9rito \u00e0 Arquitectura Popular em Portugal<\/a><\/em>, um levantamento nacional da arquitetura popular em Portugal, a arquitetura vernacular feita pelas pr\u00f3prias comunidades. O trabalho de campo decorreu entre 1955 e 1961, e os resultados foram publicados em 1961 como <em>Arquitectura Popular em Portugal<\/em>. Das suas seis zonas, a Zona 6 abrangia o Algarve e o litoral alentejano.<\/p><p>Destacam-se tr\u00eas grandes paisagens:<\/p><ul><li><strong>O Litoral<\/strong> e <strong>o Barrocal (a faixa calc\u00e1ria por detr\u00e1s da costa)<\/strong>: a\u00e7oteias, platibandas decoradas e as chamin\u00e9s que a maioria dos visitantes reconhece.<\/li><li><strong>A Serra<\/strong>: casas mais simples, com xisto \u00e0 vista ao lado de fachadas caiadas, telhados de uma ou duas \u00e1guas, chamin\u00e9s mais s\u00f3brias e sem a\u00e7oteias nem platibandas. Mant\u00eam-se o p\u00e1tio, o po\u00e7o, o forno e a parreira.<\/li><li><strong>Localidades com identidade pr\u00f3pria<\/strong>: Olh\u00e3o e Fuzeta s\u00e3o terras de casas de cobertura plana. Tavira \u00e9 conhecida pelos seus telhados de quatro \u00e1guas.<\/li><\/ul><p>Num <a href=\"https:\/\/traditionalarchitecturejournal.com\/index.php\/home\/article\/view\/761\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo de 2024 sobre a arquitetura vernacular da regi\u00e3o<\/a>, o arquiteto Jos\u00e9 Baganha descreve os elementos distintivos do Algarve como acrescentos a tipologias de casa do sul do Alentejo, que \u201cse diluem\u201d \u00e0 medida que se avan\u00e7a para a serra.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7e49084 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"7e49084\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Os quatro elementos que definem a casa tradicional algarvia<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2fcb360 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"2fcb360\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Paredes caiadas e a cor que as rodeia<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0f3dd15 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"0f3dd15\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A cal \u00e9 o acabamento tradicional da casa algarvia. Baganha descreve fachadas \u201crebocadas e caiadas, sempre com cal, um material indissoci\u00e1vel destas arquiteturas\u201d, com exce\u00e7\u00e3o das aldeias serranas, onde o xisto fica \u00e0 vista.<\/p><p>O branco raramente era tudo. As casas tinham faixas coloridas \u00e0 volta das paredes e das janelas, sobretudo em azul ultramarino, amarelo \u00f3xido, ocre e \u00f3xido de ferro, e, com menos frequ\u00eancia, em laranja, verde e vermelho. Portas e portadas eram pintadas, na maioria, de verde-escuro, azul ou vermelho sangue de boi.<\/p><p>O papel pr\u00e1tico da cal no calor \u00e9 tratado em <a href=\"https:\/\/antrix.pt\/how-to-build-a-home-that-lasts-in-the-algarve-climate\/\">como o design tradicional algarvio responde ao clima<\/a>. A caia\u00e7\u00e3o era tradicionalmente renovada com regularidade, e diz a tradi\u00e7\u00e3o que a cal \u00e9 antiss\u00e9ptica, embora essa ideia assente na pr\u00e1tica popular e n\u00e3o em estudos. Investigadores da Universidade do Algarve documentaram toda uma fam\u00edlia de t\u00e9cnicas locais de cal, da caia\u00e7\u00e3o e do barramento aos fingidos e ao esgrafito.<\/p><p><strong>O que observar:<\/strong> reboco ou caia\u00e7\u00e3o \u00e0 base de cal em vez de tinta acr\u00edlica, e cor usada com conten\u00e7\u00e3o.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d45860a elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"d45860a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">A chamin\u00e9 algarvia<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-50dd462 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"50dd462\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A chamin\u00e9 algarvia \u00e9 o s\u00edmbolo mais conhecido da regi\u00e3o: uma chamin\u00e9 esguia, coroada por um rendilhado vazado.<\/p><p>\u00c9 frequentemente atribu\u00edda aos mouros. As provas dizem o contr\u00e1rio. A arquitetura \u00e1rabe n\u00e3o constru\u00eda chamin\u00e9s como estas, algo que o arquiteto Filipe Jorge chamou \u201cum paradoxo\u201d. A chamin\u00e9 considerada a mais antiga, em Porches, est\u00e1 datada de 1713, e Filipe Jorge situa os primeiros exemplares entre o final do s\u00e9culo XVII e o in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII. Entraram na moda no per\u00edodo barroco. Mais tarde, a produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie tornou as chamin\u00e9s decoradas acess\u00edveis \u00e0s fam\u00edlias comuns. Muitas casas rurais n\u00e3o tiveram chamin\u00e9 at\u00e9 h\u00e1 relativamente pouco tempo; o fumo sa\u00eda por um buraco no telhado.<\/p><p>S\u00e3o constru\u00eddas em tijolo rebocado ou em pe\u00e7as de estuque moldado. Baganha destaca as suas \u201cgrelhas de ventila\u00e7\u00e3o \u00fanicas\u201d, o rendilhado da chamin\u00e9 algarvia \u201cde saia\u201d. S\u00e3o mais pequenas do que as grandes chamin\u00e9s de lareira do Alentejo. Em Monchique, as chamin\u00e9s s\u00e3o maiores e hexagonais, ao servi\u00e7o de cozinhas usadas para aquecer, cozinhar e fumar carne.<\/p><p>H\u00e1 tamb\u00e9m a hist\u00f3ria dos construtores que perguntavam: \u201cQuantos dias de chamin\u00e9 quer?\u201d \u00c9 folclore: muitas vezes repetido, nunca documentado.<\/p><p><strong>O que observar:<\/strong> uma chamin\u00e9 com um fogo ou uma ventila\u00e7\u00e3o reais por detr\u00e1s.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d07fb06 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"d07fb06\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">P\u00e1tios, quintais e o p\u00e1tio do monte<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9073cea elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"9073cea\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>No Algarve, um p\u00e1tio \u00e9 uma divis\u00e3o ao ar livre ligada \u00e0 casa e delimitada por muros ou por outras constru\u00e7\u00f5es.<\/p><p>Nas aldeias, Baganha descreve \u201cum pequeno p\u00e1tio anexo para as \u2018chegadas\u2019\u201d, quase sempre com uma latada ou ramada e uma parreira, por vezes uma buganv\u00edlia. No monte (a explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola rural), \u201co p\u00e1tio \u00e9 uma presen\u00e7a quase constante\u201d. Nele est\u00e3o o po\u00e7o, a fornalha (o forno exterior), bancos de pedra e alegretes, canteiros constru\u00eddos em muros baixos.<\/p><p>No vizinho Alentejo, observa Baganha, \u201ch\u00e1 poucos p\u00e1tios destes\u201d. A edi\u00e7\u00e3o de 1980 de <em>Arquitectura Popular em Portugal<\/em> \u00e9 clara: os algarvios t\u00eam um grande sentido de gest\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, e os seus p\u00e1tios s\u00e3o disso testemunho ineg\u00e1vel. Nas casas do Barrocal, as cisternas generalizaram-se a partir do segundo quartel do s\u00e9culo XX.<\/p><p>A sua sombra pertence \u00e0 quest\u00e3o do clima referida acima. Aqui, o que interessa \u00e9 o uso: a chegada, o trabalho, o descanso e <a href=\"https:\/\/antrix.pt\/retiring-in-the-algarve-what-daily-life-actually-looks-like\/\">o dia a dia no Algarve<\/a>.<\/p><p><strong>O que observar:<\/strong> uma divis\u00e3o exterior com sombra, privacidade e um uso claro.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-73a954c elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"73a954c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Platibandas<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7727bf8 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7727bf8\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A platibanda \u00e9 o parapeito que remata a orla de uma cobertura plana ou de um terra\u00e7o, muitas vezes ricamente decorado.<\/p><p>Come\u00e7ou com a \u00e1gua. A a\u00e7oteia por detr\u00e1s recolhia a \u00e1gua da chuva, escassa nesta regi\u00e3o, e servia tamb\u00e9m para secar fruta, cereais, feij\u00e3o e ab\u00f3boras. A platibanda rematava essa superf\u00edcie e permitia o escoamento da \u00e1gua recolhida.<\/p><p>A decora\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em relevo baixo com argamassa de cal, pintada em vermelhos, azuis e ocres vivos, geralmente em padr\u00f5es geom\u00e9tricos. As platibandas difundiram-se num per\u00edodo de prosperidade, entre o final do s\u00e9culo XIX e o in\u00edcio do s\u00e9culo XX. S\u00e3o mais evidentes no Sotavento, o Algarve oriental, mas surgem em toda a regi\u00e3o. A vers\u00e3o que combina platibanda com beirado e cornija encontra-se sobretudo em Faro, Olh\u00e3o, Loul\u00e9 e S\u00e3o Br\u00e1s de Alportel.<\/p><p>Baganha associa o ornamento ao \u201cfazer figura\u201d, o gosto algarvio por causar boa impress\u00e3o. A platibanda era, na pr\u00e1tica, o cart\u00e3o de visita da casa. Muitas perderam-se ou est\u00e3o em risco. O livro <em>Platibandas do Algarve<\/em>, de 2020, com fotografias de Filipe da Palma e textos de Miguel Reim\u00e3o Costa, entre outros, regista o que resta.<\/p><p><strong>O que observar:<\/strong> uma platibanda que remata uma a\u00e7oteia utiliz\u00e1vel.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-89c92b5 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"89c92b5\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Coberturas: a\u00e7oteias, telhados de quatro \u00e1guas e telha de barro<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5d653eb elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"5d653eb\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">A a\u00e7oteia e a \u201ccobertura mista\u201d<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-66ffd6f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"66ffd6f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A a\u00e7oteia \u00e9 uma cobertura plana e utiliz\u00e1vel, em terra\u00e7o. No litoral era uma superf\u00edcie de trabalho: para secar figos, am\u00eandoas, milho e peixe, para recolher a \u00e1gua da chuva e para avistar os barcos que regressavam.<\/p><p>No Barrocal, o Inqu\u00e9rito registou a casa de cobertura mista, com telhado de telha e uma a\u00e7oteia utiliz\u00e1vel. Concentra-se no tri\u00e2ngulo entre Loul\u00e9, S\u00e3o Br\u00e1s de Alportel e Faro, e em locais como Santa B\u00e1rbara de Nexe constitu\u00eda quase todo o edificado. Miguel Reim\u00e3o Costa (Universidade do Algarve) mostra que a a\u00e7oteia ganhou import\u00e2ncia a partir da segunda metade do s\u00e9culo XIX. As a\u00e7oteias assentavam em abobadilhas de tijolo e, mais tarde, em lajes de bet\u00e3o.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-338648d elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"338648d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Olh\u00e3o, a \u201cvila cubista\u201d<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-76c6f35 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"76c6f35\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Olh\u00e3o \u00e9 conhecida como a vila cubista porque as suas casas t\u00eam forma de cubo. Os pisos superiores recuam para dar lugar \u00e0s a\u00e7oteias.<\/p><p>Essas a\u00e7oteias n\u00e3o eram espa\u00e7os de lazer. Serviam para secar figos e am\u00eandoas e para observar o mar antes de os barcos sa\u00edrem. O ar norte-africano da vila \u00e9 habitualmente atribu\u00eddo ao com\u00e9rcio e \u00e0 emigra\u00e7\u00e3o. Segundo o projeto Olh\u00e3o Cubista, as casas foram quase todas constru\u00eddas por europeus inspirados nesses modelos. Baganha limita este legado de fei\u00e7\u00e3o magrebina sobretudo a Olh\u00e3o e \u00e0 Fuzeta.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-eeb09e1 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"eeb09e1\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Os telhados de tesoura de Tavira<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-23df12f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"23df12f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Os telhados de tesoura de Tavira s\u00e3o telhados de quatro \u00e1guas dispostos sobre uma sequ\u00eancia de volumes.<\/p><p>Segundo a maioria dos autores, cada telhado corresponde \u00e0 divis\u00e3o que est\u00e1 por baixo, pelo que \u00e9 poss\u00edvel \u201cadivinhar\u201d a planta de um edif\u00edcio a partir da sua cobertura. A arquiteta Ana Isabel Santos (Universidade de \u00c9vora) distingue a tesoura de tesouro pela constru\u00e7\u00e3o e associa a tipologia aos s\u00e9culos XV e XVI. A sua origem continua em debate.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-680142d elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"680142d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">A telha de canudo<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-da6b47b elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"da6b47b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A telha de canudo \u00e9 a telha de barro semicil\u00edndrica assente em pares alternados, uma como canal e outra como cobertura. \u00c9 tamb\u00e9m chamada telha \u00e1rabe ou telha mourisca, nomes que descrevem a forma e n\u00e3o provam uma origem.<\/p><p>\u00c9 a telha de terracota tradicional do Algarve. Baganha descreve tons que v\u00e3o do areia claro e do bege ao barro mais avermelhado, assentes sobre madeiramentos de carvalho ou castanho.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-deb6122 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"deb6122\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Paredes, v\u00e3os e ch\u00e3o<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6bec0be elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"6bec0be\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Taipa, pedra e cal<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a26ca11 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"a26ca11\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A taipa \u00e9 terra compactada: paredes constru\u00eddas com terra apiloada.<\/p><p>No sul de Portugal, a constru\u00e7\u00e3o em taipa \u00e9 a t\u00e9cnica de terra predominante. Os construtores usavam o que o terreno lhes dava: alvenaria de pedra calc\u00e1ria ou de xisto assente em argamassa de cal e areia, \u201cou adobe e taipa, consoante a zona\u201d. Alguns montes t\u00eam contrafortes, moir\u00f5es ou gigantes. Nas aldeias da Serra, o xisto fica muitas vezes \u00e0 vista.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-02abbcd elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"02abbcd\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Janelas, portadas e reixas<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d407407 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d407407\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Os v\u00e3os tradicionais t\u00eam propor\u00e7\u00e3o vertical e s\u00e3o emoldurados em pedra ou em argamassa de cal colorida.<\/p><p>As janelas podiam ser muito pequenas: em algumas casas do Barrocal de meados do s\u00e9culo XIX tinham menos de 50 cm de largura. Em vez de vidro, tinham portadas de madeira. A reixa, uma grade, deixava a casa respirar sem perder a privacidade. No interior, uma \u201csala de receber\u201d abria diretamente para a porta da rua.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c301579 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"c301579\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Um apontamento: azulejos e cal\u00e7ada<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-bb82a96 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"bb82a96\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Nenhum dos dois \u00e9 espec\u00edfico do Algarve, e conv\u00e9m diz\u00ea-lo. Os azulejos est\u00e3o mais associados a Lisboa e ao Porto, embora surjam fachadas azulejadas em cidades como Tavira, Faro e Lagos. As a\u00e7oteias tradicionais eram pavimentadas com ladrilho ou tijolo maci\u00e7o fino.<\/p><p>A cal\u00e7ada portuguesa nasceu em Lisboa. \u00c9 atribu\u00edda a Eus\u00e9bio Furtado, que mandou calcetar a parada do Castelo de S\u00e3o Jorge por volta de 1842.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c42fc7c elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"c42fc7c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Respeitar ou apagar: como a arquitetura contempor\u00e2nea portuguesa pode dar continuidade a esta l\u00f3gica<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-de57ab9 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"de57ab9\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Baganha \u00e9 direto quanto ao risco: \u201cA industrializa\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o levada a extremos sem sentido e a cegueira que resulta da gan\u00e2ncia contribu\u00edram para delapidar e obliterar grande parte deste patrim\u00f3nio inestim\u00e1vel.\u201d \u00c9 igualmente cr\u00edtico da imagem tur\u00edstica de \u201cpostal ilustrado\u201d.<\/p><p>O patrim\u00f3nio n\u00e3o \u00e9 um conjunto de motivos para copiar. \u00c9 uma l\u00f3gica para compreender. Estas perguntas ajudam a distinguir uma coisa da outra.<\/p><ol><li><strong>A fun\u00e7\u00e3o antes do ornamento.<\/strong> A a\u00e7oteia, a platibanda ou o p\u00e1tio servem para alguma coisa: sombra, \u00e1gua, vida ao ar livre, privacidade? Ou s\u00e3o decora\u00e7\u00e3o aplicada?<\/li><li><strong>A tradi\u00e7\u00e3o certa para o lugar.<\/strong> Uma linguagem de a\u00e7oteias adequa-se a Olh\u00e3o ou ao Barrocal. Os telhados de quatro \u00e1guas de Tavira e o xisto da Serra pertencem aos seus pr\u00f3prios contextos. Um \u201cestilo algarvio\u201d gen\u00e9rico ignora isto.<\/li><li><strong>Materiais verdadeiros.<\/strong> Pergunte por rebocos de cal em vez de tinta acr\u00edlica, por telha de barro e pela origem da pedra. Pergunte se h\u00e1 artes\u00e3os locais envolvidos.<\/li><li><strong>Escala e propor\u00e7\u00e3o.<\/strong> Procure volumes simples, escala contida e v\u00e3os verticais, e n\u00e3o um pastiche sobredimensionado.<\/li><li><strong>Divis\u00f5es ao ar livre.<\/strong> Existe um p\u00e1tio, um quintal ou uma a\u00e7oteia com sombra verdadeira, uma parreira ou uma p\u00e9rgula, e privacidade?<\/li><li><strong>Nada de chamin\u00e9s falsas.<\/strong> Uma chamin\u00e9 decorada sem fogo nem ventila\u00e7\u00e3o por detr\u00e1s \u00e9 um disfarce. Uma chamin\u00e9 com uso real \u00e9 continuidade.<\/li><li><strong>Reutiliza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio.<\/strong> Quando um terreno tem hist\u00f3ria, o que se manteve, e porqu\u00ea?<\/li><\/ol>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fee1690 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"fee1690\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">A nossa abordagem<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-57a66f3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"57a66f3\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Somos um promotor imobili\u00e1rio sediado no Algarve, empenhado em criar espa\u00e7os com prop\u00f3sito e significado duradouro. Acreditamos neste territ\u00f3rio: no seu patrim\u00f3nio, no que tem nome e no que perdura.<\/p><p>Isso orienta a forma como trabalhamos. Procuramos compreender uma tradi\u00e7\u00e3o em vez de a replicar. Ajustamos a resposta ao lugar, porque Olh\u00e3o n\u00e3o \u00e9 Tavira e o litoral n\u00e3o \u00e9 a Serra. Pomos a fun\u00e7\u00e3o antes do ornamento. E trabalhamos de perto com profissionais e empresas locais que det\u00eam o conhecimento da regi\u00e3o.<\/p><p>Nomear as coisas com rigor faz parte desse respeito. Tal como a aten\u00e7\u00e3o aos of\u00edcios que ainda aqui se praticam. O epis\u00f3dio 2 da nossa s\u00e9rie <em>Voices of the Algarve<\/em> \u00e9 dedicado \u00e0 cer\u00e2mica como of\u00edcio vivo: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/kReE_jTQ0SI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Voices of the Algarve: a cer\u00e2mica algarvia, um of\u00edcio vivo<\/a>.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e14da34 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"e14da34\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Continuidade, n\u00e3o nostalgia<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-291da51 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"291da51\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A casa algarvia nunca foi um estilo. Foi um conjunto de respostas \u00e0 \u00e1gua, \u00e0 luz, ao trabalho e \u00e0 forma de se mostrar, apuradas ao longo de s\u00e9culos e diferentes do litoral \u00e0 Serra.<\/p><p>Olhar para tr\u00e1s por olhar n\u00e3o serve a ningu\u00e9m. O que importa \u00e9 levar essa l\u00f3gica para casas pensadas para a forma como se vive hoje. Para conhecer a forma como pensamos o lugar, <a href=\"https:\/\/antrix.pt\/portfolio\/\">explore os nossos empreendimentos no Algarve<\/a> ou <a href=\"https:\/\/antrix.pt\/contact\/\">fale com a nossa equipa<\/a>.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1d9a58b article-sources elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1d9a58b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Fontes do artigo:<\/p><ul><li>Leal, J. &amp; Prista, P., sobre o <em>Inqu\u00e9rito \u00e0 Arquitectura Popular em Portugal<\/em>, <a href=\"https:\/\/journals.openedition.org\/etnografica\/10073\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Etnogr\u00e1fica<\/em> 25(1), 2021<\/a>.<\/li><li>Costa, M. R., <a href=\"https:\/\/impactum-journals.uc.pt\/kairos\/article\/download\/9473\/7077\/38534\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cA casa de telhado e a\u00e7oteia do Algarve Calc\u00e1rio\u201d<\/a>, <em>Kairos<\/em>, Universidade de Coimbra.<\/li><li>Baganha, J., <a href=\"https:\/\/traditionalarchitecturejournal.com\/index.php\/home\/article\/view\/761\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cVernacular Architecture in the Sotavento Region of the Algarve\u201d<\/a>, <em>Journal of Traditional Building, Architecture and Urbanism<\/em> 5, 2024.<\/li><li>Santos, Pern\u00e3o, Aguiar &amp; Reim\u00e3o Costa, <a href=\"https:\/\/sapientia.ualg.pt\/entities\/publication\/8edd5abe-abcc-41ef-b174-3a10639bc97e\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cLime and colour technologies in the vernacular architecture of the Algarve, Portugal\u201d<\/a>, 2013.<\/li><li>Eigeland, T., <a href=\"https:\/\/archive.aramcoworld.com\/issue\/200102\/the.mystery.of.algarve.s.chimneys.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cThe Mystery of Algarve\u2019s Chimneys\u201d<\/a>, <em>Saudi Aramco World<\/em>, 2001.<\/li><li>Soeiro dos Santos, L., <a href=\"https:\/\/sapientia.ualg.pt\/entities\/publication\/065add9f-2fbe-4bbf-83e3-ec1b986ed8dd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>A(s) chamin\u00e9(s) do Algarve<\/em><\/a>, Universidade do Algarve, 2021.<\/li><li>Santos, A. I., Universidade de \u00c9vora, <a href=\"https:\/\/dspace.uevora.pt\/rdpc\/bitstream\/10174\/18155\/1\/Tavira%2c%20Patrim%c3%b3nios%20do%20Mar.%20Ana%20Santos.24950.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo sobre os telhados de Tavira<\/a>; ver tamb\u00e9m o <a href=\"https:\/\/postal.pt\/nacional\/telhados-de-tesouro-sao-tema-de-palestra-em-tavira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Postal do Algarve<\/em> sobre a sua palestra<\/a>.<\/li><li><em>Postal do Algarve<\/em>: <a href=\"https:\/\/postal.pt\/edicaopapel\/nao-deixem-as-platibandas-e-as-chamines-morrer-por-mauro-rodrigues\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mauro Rodrigues, 2023<\/a>; <a href=\"https:\/\/postal.pt\/nacional\/esta-localidade-algarvia-e-apelidada-de-vila-cubista\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Miguel Fraz\u00e3o, 2024<\/a>; <a href=\"https:\/\/postal.pt\/cultura\/cultura-sul\/platibandas-do-algarve-a-venda-a-partir-de-quinta-feira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sobre <em>Platibandas do Algarve<\/em>, 2020<\/a>.<\/li><li>Alexander, L., <a href=\"https:\/\/tomorrowalgarve.com\/nov-2022-origins-of-the-algarvian-chimney\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cOrigins of the Algarvian Chimney\u201d<\/a>, <em>Tomorrow Algarve<\/em>, 2022.<\/li><li>P\u00e1ginas de patrim\u00f3nio regional do Baixo Guadiana: <a href=\"https:\/\/www.baixoguadiana.com\/en\/cultura-desporto-lazer\/artesanato\/chamines\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">chamin\u00e9s<\/a> e <a href=\"https:\/\/baixoguadiana.com\/en\/cultura-desporto-lazer\/artesanato\/platibanda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">platibanda<\/a>.<\/li><\/ul>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e8b7887 animated-fast n-tenton-container--wide e-flex e-con-boxed elementor-invisible e-con e-parent\" data-id=\"e8b7887\" data-element_type=\"container\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;,&quot;animation&quot;:&quot;h-neuron-animation--slideUp&quot;}\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-45e9ba4 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"45e9ba4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\"><u>Perguntas frequentes <\/u><\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b7629ce head_hoverblk elementor-widget elementor-widget-n-accordion\" data-id=\"b7629ce\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;default_state&quot;:&quot;expanded&quot;,&quot;max_items_expended&quot;:&quot;one&quot;,&quot;n_accordion_animation_duration&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;ms&quot;,&quot;size&quot;:400,&quot;sizes&quot;:[]}}\" data-widget_type=\"nested-accordion.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"e-n-accordion\" aria-label=\"Accordion. Open links with Enter or Space, close with Escape, and navigate with Arrow Keys\">\n\t\t\t\t\t\t<details id=\"e-n-accordion-item-1920\" class=\"e-n-accordion-item\" open>\n\t\t\t\t<summary class=\"e-n-accordion-item-title\" data-accordion-index=\"1\" tabindex=\"0\" aria-expanded=\"true\" aria-controls=\"e-n-accordion-item-1920\" >\n\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-header'><div class=\"e-n-accordion-item-title-text\"> O que \u00e9 uma platibanda na arquitetura algarvia? <\/div><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-icon'>\n\t\t\t<span class='e-opened' ><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-minus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h384c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t\t<span class='e-closed'><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-plus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H272V64c0-17.67-14.33-32-32-32h-32c-17.67 0-32 14.33-32 32v144H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h144v144c0 17.67 14.33 32 32 32h32c17.67 0 32-14.33 32-32V304h144c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t<\/span>\n\n\t\t\t\t\t\t<\/summary>\n\t\t\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1920\" class=\"elementor-element elementor-element-8f960cb e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"8f960cb\" data-element_type=\"container\">\n\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1920\" class=\"elementor-element elementor-element-85480a6 e-flex e-con-boxed e-con e-child\" data-id=\"85480a6\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-94acc51 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"94acc51\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Uma platibanda \u00e9 o parapeito que remata a orla de uma cobertura plana ou de uma a\u00e7oteia. Nasceu da necessidade de aproveitar a \u00e1gua da chuva, escassa na regi\u00e3o: rematava as a\u00e7oteias que a recolhiam e permitia o escoamento da \u00e1gua recolhida. A partir do final do s\u00e9culo XIX, as platibandas passaram a ser decoradas em relevo baixo com argamassa de cal, pintada de vermelho, azul e ocre, sobretudo no Algarve oriental.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/details>\n\t\t\t\t\t\t<details id=\"e-n-accordion-item-1921\" class=\"e-n-accordion-item\" >\n\t\t\t\t<summary class=\"e-n-accordion-item-title\" data-accordion-index=\"2\" tabindex=\"-1\" aria-expanded=\"false\" aria-controls=\"e-n-accordion-item-1921\" >\n\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-header'><div class=\"e-n-accordion-item-title-text\"> Porque t\u00eam as casas algarvias chamin\u00e9s decoradas? S\u00e3o de origem moura? <\/div><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-icon'>\n\t\t\t<span class='e-opened' ><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-minus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h384c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t\t<span class='e-closed'><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-plus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H272V64c0-17.67-14.33-32-32-32h-32c-17.67 0-32 14.33-32 32v144H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h144v144c0 17.67 14.33 32 32 32h32c17.67 0 32-14.33 32-32V304h144c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t<\/span>\n\n\t\t\t\t\t\t<\/summary>\n\t\t\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1921\" class=\"elementor-element elementor-element-44db58d e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"44db58d\" data-element_type=\"container\">\n\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1921\" class=\"elementor-element elementor-element-405bdd0 e-flex e-con-boxed e-con e-child\" data-id=\"405bdd0\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0c5dffa elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"0c5dffa\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>As chamin\u00e9s algarvias s\u00e3o chamin\u00e9s ventiladas com remates vazados e decorativos. Apesar da hist\u00f3ria popular, n\u00e3o s\u00e3o de origem moura: a arquitetura \u00e1rabe n\u00e3o as constru\u00eda. A chamin\u00e9 considerada a mais antiga, em Porches, est\u00e1 datada de 1713. Entraram na moda no per\u00edodo barroco e difundiram-se quando a produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie as tornou acess\u00edveis.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/details>\n\t\t\t\t\t\t<details id=\"e-n-accordion-item-1922\" class=\"e-n-accordion-item\" >\n\t\t\t\t<summary class=\"e-n-accordion-item-title\" data-accordion-index=\"3\" tabindex=\"-1\" aria-expanded=\"false\" aria-controls=\"e-n-accordion-item-1922\" >\n\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-header'><div class=\"e-n-accordion-item-title-text\"> O que \u00e9 uma a\u00e7oteia? <\/div><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-icon'>\n\t\t\t<span class='e-opened' ><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-minus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h384c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t\t<span class='e-closed'><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-plus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H272V64c0-17.67-14.33-32-32-32h-32c-17.67 0-32 14.33-32 32v144H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h144v144c0 17.67 14.33 32 32 32h32c17.67 0 32-14.33 32-32V304h144c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t<\/span>\n\n\t\t\t\t\t\t<\/summary>\n\t\t\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1922\" class=\"elementor-element elementor-element-302da8b e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"302da8b\" data-element_type=\"container\">\n\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1922\" class=\"elementor-element elementor-element-4ced7a0 e-flex e-con-boxed e-con e-child\" data-id=\"4ced7a0\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-82023b2 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"82023b2\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Uma a\u00e7oteia \u00e9 uma cobertura plana e utiliz\u00e1vel, em terra\u00e7o. No Algarve era um espa\u00e7o de trabalho, usado para secar figos, am\u00eandoas, milho e peixe, recolher a \u00e1gua da chuva e avistar os barcos. No Barrocal surge muitas vezes ao lado de um telhado de telha, numa tipologia conhecida como \u201ccobertura mista\u201d.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/details>\n\t\t\t\t\t\t<details id=\"e-n-accordion-item-1923\" class=\"e-n-accordion-item\" >\n\t\t\t\t<summary class=\"e-n-accordion-item-title\" data-accordion-index=\"4\" tabindex=\"-1\" aria-expanded=\"false\" aria-controls=\"e-n-accordion-item-1923\" >\n\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-header'><div class=\"e-n-accordion-item-title-text\"> Porque s\u00e3o brancas as casas no Algarve? <\/div><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-icon'>\n\t\t\t<span class='e-opened' ><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-minus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h384c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t\t<span class='e-closed'><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-plus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H272V64c0-17.67-14.33-32-32-32h-32c-17.67 0-32 14.33-32 32v144H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h144v144c0 17.67 14.33 32 32 32h32c17.67 0 32-14.33 32-32V304h144c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t<\/span>\n\n\t\t\t\t\t\t<\/summary>\n\t\t\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1923\" class=\"elementor-element elementor-element-1a65f92 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"1a65f92\" data-element_type=\"container\">\n\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1923\" class=\"elementor-element elementor-element-403f14b e-flex e-con-boxed e-con e-child\" data-id=\"403f14b\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-931381e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"931381e\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>As casas algarvias s\u00e3o brancas porque eram tradicionalmente acabadas a cal, um material que Baganha considera \u201cindissoci\u00e1vel destas arquiteturas\u201d. A caia\u00e7\u00e3o era tradicionalmente renovada com regularidade e muitas vezes emoldurada por faixas coloridas em azul, ocre ou \u00f3xido de ferro. Nas aldeias da serra, as paredes de xisto ficavam muitas vezes \u00e0 vista.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/details>\n\t\t\t\t\t\t<details id=\"e-n-accordion-item-1924\" class=\"e-n-accordion-item\" >\n\t\t\t\t<summary class=\"e-n-accordion-item-title\" data-accordion-index=\"5\" tabindex=\"-1\" aria-expanded=\"false\" aria-controls=\"e-n-accordion-item-1924\" >\n\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-header'><div class=\"e-n-accordion-item-title-text\"> O que s\u00e3o os \u201ctelhados de tesoura\u201d de Tavira? <\/div><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-icon'>\n\t\t\t<span class='e-opened' ><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-minus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h384c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t\t<span class='e-closed'><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-plus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H272V64c0-17.67-14.33-32-32-32h-32c-17.67 0-32 14.33-32 32v144H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h144v144c0 17.67 14.33 32 32 32h32c17.67 0 32-14.33 32-32V304h144c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t<\/span>\n\n\t\t\t\t\t\t<\/summary>\n\t\t\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1924\" class=\"elementor-element elementor-element-da02eaa e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"da02eaa\" data-element_type=\"container\">\n\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1924\" class=\"elementor-element elementor-element-596b0a9 e-flex e-con-boxed e-con e-child\" data-id=\"596b0a9\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f2fc56d elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"f2fc56d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Os telhados de tesoura s\u00e3o os telhados de quatro \u00e1guas de Tavira, dispostos sobre uma sequ\u00eancia de volumes. A maioria dos autores defende que cada telhado corresponde \u00e0 divis\u00e3o que est\u00e1 por baixo, pelo que a planta pode ser lida a partir da cobertura. A investigadora Ana Isabel Santos associa a tipologia aos s\u00e9culos XV e XVI; a sua origem continua em debate.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/details>\n\t\t\t\t\t\t<details id=\"e-n-accordion-item-1925\" class=\"e-n-accordion-item\" >\n\t\t\t\t<summary class=\"e-n-accordion-item-title\" data-accordion-index=\"6\" tabindex=\"-1\" aria-expanded=\"false\" aria-controls=\"e-n-accordion-item-1925\" >\n\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-header'><div class=\"e-n-accordion-item-title-text\"> Porque \u00e9 que Olh\u00e3o \u00e9 conhecida como a \u201cvila cubista\u201d? <\/div><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-icon'>\n\t\t\t<span class='e-opened' ><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-minus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h384c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t\t<span class='e-closed'><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-plus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H272V64c0-17.67-14.33-32-32-32h-32c-17.67 0-32 14.33-32 32v144H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h144v144c0 17.67 14.33 32 32 32h32c17.67 0 32-14.33 32-32V304h144c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t<\/span>\n\n\t\t\t\t\t\t<\/summary>\n\t\t\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1925\" class=\"elementor-element elementor-element-5264651 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"5264651\" data-element_type=\"container\">\n\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1925\" class=\"elementor-element elementor-element-76768b2 e-flex e-con-boxed e-con e-child\" data-id=\"76768b2\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ae6ae82 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ae6ae82\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Olh\u00e3o \u00e9 conhecida como a vila cubista porque as suas casas t\u00eam forma de cubo, com os pisos superiores recuados para dar lugar \u00e0s a\u00e7oteias. As a\u00e7oteias serviam para secar produtos agr\u00edcolas e observar o mar. O ar norte-africano \u00e9 habitualmente atribu\u00eddo ao com\u00e9rcio e \u00e0 emigra\u00e7\u00e3o, embora as casas tenham sido constru\u00eddas, na sua maioria, por europeus.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/details>\n\t\t\t\t\t\t<details id=\"e-n-accordion-item-1926\" class=\"e-n-accordion-item\" >\n\t\t\t\t<summary class=\"e-n-accordion-item-title\" data-accordion-index=\"7\" tabindex=\"-1\" aria-expanded=\"false\" aria-controls=\"e-n-accordion-item-1926\" >\n\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-header'><div class=\"e-n-accordion-item-title-text\"> Os azulejos s\u00e3o tradicionais no Algarve? <\/div><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-icon'>\n\t\t\t<span class='e-opened' ><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-minus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h384c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t\t<span class='e-closed'><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-plus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H272V64c0-17.67-14.33-32-32-32h-32c-17.67 0-32 14.33-32 32v144H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h144v144c0 17.67 14.33 32 32 32h32c17.67 0 32-14.33 32-32V304h144c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t<\/span>\n\n\t\t\t\t\t\t<\/summary>\n\t\t\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1926\" class=\"elementor-element elementor-element-c13868f e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"c13868f\" data-element_type=\"container\">\n\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1926\" class=\"elementor-element elementor-element-ffc831e e-flex e-con-boxed e-con e-child\" data-id=\"ffc831e\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c6b0a5b elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c6b0a5b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Os azulejos existem no Algarve, mas n\u00e3o s\u00e3o o seu elemento definidor. Est\u00e3o mais associados a Lisboa e ao Porto. H\u00e1 fachadas azulejadas em cidades como Tavira, Faro e Lagos, e as a\u00e7oteias tradicionais eram muitas vezes pavimentadas com ladrilho ou tijolo maci\u00e7o fino.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/details>\n\t\t\t\t\t\t<details id=\"e-n-accordion-item-1927\" class=\"e-n-accordion-item\" >\n\t\t\t\t<summary class=\"e-n-accordion-item-title\" data-accordion-index=\"8\" tabindex=\"-1\" aria-expanded=\"false\" aria-controls=\"e-n-accordion-item-1927\" >\n\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-header'><div class=\"e-n-accordion-item-title-text\"> Como avaliar se um novo empreendimento respeita a arquitetura algarvia? <\/div><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t<span class='e-n-accordion-item-title-icon'>\n\t\t\t<span class='e-opened' ><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-minus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h384c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t\t<span class='e-closed'><svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-plus\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M416 208H272V64c0-17.67-14.33-32-32-32h-32c-17.67 0-32 14.33-32 32v144H32c-17.67 0-32 14.33-32 32v32c0 17.67 14.33 32 32 32h144v144c0 17.67 14.33 32 32 32h32c17.67 0 32-14.33 32-32V304h144c17.67 0 32-14.33 32-32v-32c0-17.67-14.33-32-32-32z\"><\/path><\/svg><\/span>\n\t\t<\/span>\n\n\t\t\t\t\t\t<\/summary>\n\t\t\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1927\" class=\"elementor-element elementor-element-c0b6172 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"c0b6172\" data-element_type=\"container\">\n\t\t<div role=\"region\" aria-labelledby=\"e-n-accordion-item-1927\" class=\"elementor-element elementor-element-238ee8b e-flex e-con-boxed e-con e-child\" data-id=\"238ee8b\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-965cd7e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"965cd7e\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Um empreendimento respeita a arquitetura algarvia quando os seus elementos t\u00eam uma fun\u00e7\u00e3o e se adequam ao lugar. Confirme que as a\u00e7oteias, as platibandas e os p\u00e1tios s\u00e3o utiliz\u00e1veis, que o estilo corresponde \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o local, que materiais como a cal e a telha de barro foram considerados e que qualquer chamin\u00e9 funciona de facto.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/details>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<script type=\"application\/ld+json\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@type\":\"FAQPage\",\"mainEntity\":[{\"@type\":\"Question\",\"name\":\"O que \\u00e9 uma platibanda na arquitetura algarvia?\",\"acceptedAnswer\":{\"@type\":\"Answer\",\"text\":\"Uma platibanda \\u00e9 o parapeito que remata a orla de uma cobertura plana ou de uma a\\u00e7oteia. Nasceu da necessidade de aproveitar a \\u00e1gua da chuva, escassa na regi\\u00e3o: rematava as a\\u00e7oteias que a recolhiam e permitia o escoamento da \\u00e1gua recolhida. A partir do final do s\\u00e9culo XIX, as platibandas passaram a ser decoradas em relevo baixo com argamassa de cal, pintada de vermelho, azul e ocre, sobretudo no Algarve oriental.\"}},{\"@type\":\"Question\",\"name\":\"Porque t\\u00eam as casas algarvias chamin\\u00e9s decoradas? S\\u00e3o de origem moura?\",\"acceptedAnswer\":{\"@type\":\"Answer\",\"text\":\"As chamin\\u00e9s algarvias s\\u00e3o chamin\\u00e9s ventiladas com remates vazados e decorativos. Apesar da hist\\u00f3ria popular, n\\u00e3o s\\u00e3o de origem moura: a arquitetura \\u00e1rabe n\\u00e3o as constru\\u00eda. A chamin\\u00e9 considerada a mais antiga, em Porches, est\\u00e1 datada de 1713. Entraram na moda no per\\u00edodo barroco e difundiram-se quando a produ\\u00e7\\u00e3o em s\\u00e9rie as tornou acess\\u00edveis.\"}},{\"@type\":\"Question\",\"name\":\"O que \\u00e9 uma a\\u00e7oteia?\",\"acceptedAnswer\":{\"@type\":\"Answer\",\"text\":\"Uma a\\u00e7oteia \\u00e9 uma cobertura plana e utiliz\\u00e1vel, em terra\\u00e7o. No Algarve era um espa\\u00e7o de trabalho, usado para secar figos, am\\u00eandoas, milho e peixe, recolher a \\u00e1gua da chuva e avistar os barcos. No Barrocal surge muitas vezes ao lado de um telhado de telha, numa tipologia conhecida como \\u201ccobertura mista\\u201d.\"}},{\"@type\":\"Question\",\"name\":\"Porque s\\u00e3o brancas as casas no Algarve?\",\"acceptedAnswer\":{\"@type\":\"Answer\",\"text\":\"As casas algarvias s\\u00e3o brancas porque eram tradicionalmente acabadas a cal, um material que Baganha considera \\u201cindissoci\\u00e1vel destas arquiteturas\\u201d. A caia\\u00e7\\u00e3o era tradicionalmente renovada com regularidade e muitas vezes emoldurada por faixas coloridas em azul, ocre ou \\u00f3xido de ferro. Nas aldeias da serra, as paredes de xisto ficavam muitas vezes \\u00e0 vista.\"}},{\"@type\":\"Question\",\"name\":\"O que s\\u00e3o os \\u201ctelhados de tesoura\\u201d de Tavira?\",\"acceptedAnswer\":{\"@type\":\"Answer\",\"text\":\"Os telhados de tesoura s\\u00e3o os telhados de quatro \\u00e1guas de Tavira, dispostos sobre uma sequ\\u00eancia de volumes. A maioria dos autores defende que cada telhado corresponde \\u00e0 divis\\u00e3o que est\\u00e1 por baixo, pelo que a planta pode ser lida a partir da cobertura. 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